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Entrevistas

W.A.B. Schmidt - EUA, Medicina geral, pediatria, obstetrícia e ginecologia

W.A.B. Schmidt (EUA)
Medicina geral, pediatria, obstetrícia e ginecologia

Formada tanto em Inglês como em Antropologia, usa seus conhecimentos para revisar uma ampla variedade de temas, que vão de sociologia a ciências biológicas e medicina clínica. Membro da Associação Americana de Escritores de Assuntos Médicos (AMWA), trabalhou como revisora sênior em várias editoras.


QMinha primeira pergunta é com respeito ao seu currículo. Suas áreas de especialização incluem medicina e enfermagem, além de antropologia e sociologia. Quando você edita/revisa um documento da área médica você segue um processo diferente em relação a um documento da área das humanas ou artes?

AEu diria que, em geral, meu processo de edição é o mesmo, porque eu foco em elementos como pontuação, gramática e legibilidade do texto, seja em medicina ou sociologia. No entanto, eu provavelmente iria fazer mais perguntas relacionadas com o conteúdo durante a edição de um documento médico, simplesmente porque os desenvolvimentos no campo da medicina são enormes e eu não seria capaz de seguir alguns dos detalhes técnicos de algumas áreas. Então, se há questões que envolvem a clareza da apresentação, se eu puder, tentarei dar algumas dicas, contudo eu só poderei destacar nos textos as passagens que não estão claras e pedir aos autores para tentar refazê-las.

QQuando se trata de autores que escrevem sobre sociologia ou antropologia, é possível detectar um estilo de escrita, ao passo que os documentos médicos ou técnicos tendem a ser mais curtos e diretos. Qual é a sua percepção?

AEu concordo com você. Documentos médicos são escritos em um estilo muito factual, pois a informação deve ser transmitida de forma clara e através de um formato estabelecido. Assim, ao preparar um artigo para submissão a uma revista médica, os autores precisam organizar seus pensamentos no formato de publicação da revista e manter um estilo consistente. Quando eu edito os manuscritos, procuro sempre manter o estilo do autor em vez de impor o meu próprio. Assim, se o artigo é um documento técnico em que o autor tem um estilo específico, eu não irei interferir neste estilo. Assim, procuro somente corrigir os erros e verificar se as regras da gramática foram seguidas.

QVocê tem uma vasta experiência em edição de manuscritos escritos por autores não nativos de inglês. Quais são os aspectos a serem considerados pelos autores não nativos no momento que forem escrever um artigo em Inglês?

AUma das coisas que tenho observado é que muitos autores não nativos escrevem frases muito longas. Geralmente é muito mais fácil para o leitor entender a ideia que uma frase quer passar quando esta é curta e direta ao ponto. Frases extremamente longas são muitas vezes constituídas de duas ou mais frases curtas que foram amarradas. Quando eu penso sobre a compreensão do leitor quanto a uma passagem do texto, eu sugiro ao autor diferentes maneiras de quebrar estes trechos longos em frases curtas, apresentando o ponto de vista do autor sem perda de significado.

Alguns autores escrevem parágrafos longos, com muita informação de apoio, e condensam a ideia principal em uma declaração simples no final. Quando um parágrafo é escrito com informações de apoio, este tipo de disposição é mais eficaz se a informação principal vier no início do parágrafo. Isso orienta o leitor para o ponto principal, que será desenvolvido no resto do parágrafo. Então, ao invés de começar por uma ideia e ir trabalhando-a através de uma série de declarações até se chegar a uma conclusão, talvez seja melhor trazer o ponto principal para o início e só então seguir com as informações de apoio.

QVocê lidou com uma série de trabalhos urgentes (por exemplo, revisão em um único dia de um documento da área de farmacologia com 16.000 palavras). Você acredita que tais trabalhos desafiam suas habilidades? Como você lida com tais situações?

AEu diria que o meu processo é sempre o mesmo. Eu não inicio a edição de um documento até que eu tenha uma noção do trabalho como um todo. Normalmente, eu procuro ter uma ideia de onde o autor começa e onde o mesmo está tentando chegar. Entretanto, sou particularmente cuidadoso com os trabalhos que possuem prazos de entrega apertados. Às vezes, eu realmente não entendo algumas das questões que estão sendo tratadas até o momento que já revisei/corrigi a metade do manuscrito. Então, de repente, eu me dou conta que o autor está tentando se comunicar de uma forma abstrata. Quando eu não tenho muito tempo para realizar uma edição, tento identificar os principais pontos que estão sendo discutidos, para que eu tenha o máximo de informações possível na minha cabeça no momento de começar os trabalhos.

QVocê considera que a edição de documentos científicos é sempre uma boa experiência de aprendizagem?

ASim. A coisa que eu mais gosto sobre a edição é que eu estou sempre aprendendo algo. Houve alguns trabalhos interessantes cujos autores merecem elogios, tais como aqueles que discutem o desenvolvimento de novas drogas, o que acabará por ajudar a toda a humanidade. Há muitos destes momentos em que você sente que está realmente contribuindo com algo, indo além de uma simples correção do texto.

QO que levou você a seguir na carreira editorial? Esse processo de mudança aconteceu de forma espontânea ou foi uma escolha consciente?

AEu não tenho certeza se realmente pensei em algum momento em ser um editor. Eu sempre tive interesse no idioma Inglês. Na verdade, a literatura inglesa foi uma das disciplinas principais durante o tempo de faculdade. Eu sempre amei os livros, e eu queria trabalhar com algo que tivesse a ver com a escrita. Eu gosto de aprender sobre vários assuntos, e trabalhar com edição me deu a oportunidade de continuar expandindo meu conhecimento sobre diversos temas. Isso é o que me manteve interessado no trabalho de editor ao longo de todos estes anos.

QVocê poderia falar sobre sua formação acadêmica e experiência de trabalho em geral?

AEu me especializei tanto em Inglês quanto em sociologia. Comecei com a especialização em Inglês, mas como eu gostava tanto de sociologia, e após ter cursado várias disciplinas, acabei me graduando em algo diferente! Depois que eu saí da faculdade, trabalhei para uma editora por três anos. Eles publicaram livros sobre direito tributário. Esse assunto era bastante seco e particularmente desinteressante.

Quando surgiu uma oportunidade para trabalhar em uma editora médica, eu agarrei a chance. Minha irmã é médica (especialista em nefrologia) e devido a ela acabei me interessando por medicina e saúde. A partir da edição de documentos médicos eu passei também a trabalhar com manuscritos relacionados à ciência de forma geral, como também outras áreas. Minha experiência abrange várias partes do processo editorial e de publicação. Já trabalhei como editor de produção, gerente de edição para uma das grandes editoras de livros didáticos e como editor de desenvolvimento. Finalmente, acabei optando por trabalhar como editor freelance, pois eu queria ter um controle maior sobre os meus horários.

QVocê acredita que a opinião de um editor realmente ajuda os autores? Você concorda com o conceito de fornecer explicações para algumas das mudanças que você fez em um texto, como o arquivo de observações (Editor Message) que é disponibilizado ao autor?

ASim. Eu acho que esse tipo de feedback é muito importante, especialmente para os autores não nativos. Às vezes eu procuro dar uma explicação sobre a mudança para que os autores compreendam que tal sugestão não é arbitrária, mas baseada tanto em regras gramaticais quanto na minha experiência sobre o tema.

Tradutor PT7 - Brazil, Bacharel em Comunicação Social
Tradutor PT9 - Brazil, Doutor em Parasitologia
Tradutor PT28 - Netherlands, Doutora em Farmacologia e Toxicologia
Tradutor PT34 - USA, Bacharel em Ciências em Engenharia Química
W.A.B. Schmidt - EUA, Medicina geral, pediatria, obstetrícia e ginecologia
Jeffrey B. Hart - Reino Unido, Economia e Administração

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